Vacinas e responsabilidade médica

O importante acórdão do Tribunal de Justiça da União Europeia de 21/06/2017 (processo C‑621/15) introduz novos princípios na valoração do nexo de causalidade dos atos médicos.

“Na falta de consenso científico, o defeito de uma vacina e o nexo causal entre esse defeito e uma doença podem ser provadas por um conjunto de indícios graves, precisos e concordantes.
A proximidade temporal entre a administração de uma vacina e a ocorrência de uma doença, a inexistência de antecedentes clínicos pessoais e familiares da pessoa vacinada e a existência de
um número significativo de casos repertoriados de aparecimento da referida doença na sequência dessas administrações podem, eventualmente, constituir indícios suficientes para estabelecer
essa prova” – declara o Tribunal.

Não se trata, como erradamente se noticiou na imprensa, de desvalorizar a evidência científica. Aplica-se um critério prudencial, tal como na generalidade das situações da vida que o mundo jurídico é chamado a resolver.

O acórdão é consultável em:

http://curia.europa.eu/juris/document/document.jsf?text=&docid=188628&pageIndex=0&doclang=PT&mode=lst&dir=&occ=first&part=1&cid=283937